O maior craque do Sevilla no século está de saída. Não, não é nenhum jogador

O diretor esportivo Ramón Rodríguez Verdejo está deixando o Sevilla. Dito assim pode soar estranho, então acertemos a frase: Monchi não trabalha mais no clube da Andaluzia. Maior símbolo sevillista no século XXI, responsável por garimpar diamantes brutos e vender como joias prontas, o cartola decidiu encerrar um longo casamento de 16 anos.

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Uma das principais referências na área de scout da Europa, Monchi transformou atletas como Daniel Alves, Álvaro Negredo, Ivan Rakitic, Carlos Bacca e Adriano – hoje lateral do Barcelona – de meras promessas aleatórias em futebolistas consolidados.

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Foto: SevillaFC.es

O diretor fez a roda girar mil vezes no Sevilla, pois contratava garotos, os valorizava e vendia-os como homens – por um alto valor. Quanto mais os grandes destroçavam a equipe, mais a comissão de Monchi observava e levantava nomes de jovens talentos. Comissão esta, aliás, sempre espalhada pelo Velho Continente em busca de novos personagens.

Em números: são cinco títulos da Europa League, dois da Copa do Rey, uma Supercopa da Espanha e uma Supercopa da Europa conquistados sob comando do dirigente. O Sevilla se meteu entre os gigantes, ganhou soberania dentro e fora do território espanhol, virou um clube modelo para qualquer outro.

Monchi não tem só um dedo nisso, tem o corpo inteiro mergulhado na arte de gerar jogadores. Incansavelmente, por 16 anos, ele montou e desmontou conjuntos. Já se fala até de Manchester United como possível destino do craque, inclusive.

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